5a QUESTÃO
Durante a organização das oficinas terapêuticas em um CAPS III, a terapeuta ocupacional propõe a criação de um grupo semanal de culinária com os usuários do serviço. Um dos objetivos é estimular o planejamento de tarefas, a cooperação em grupo e a autonomia nas atividades de vida diária. Entretanto um profissional da equipe questiona a validade clínica da proposta, alegando que a atividade “não trabalha diretamente o sofrimento psíquico” e que seria mais apropriado utilizar métodos padronizados de estimulação cognitiva e psicoterapia verbal.
Considerando a política de saúde mental brasileira e o campo da Terapia Ocupacional, o que melhor justifica a oficina de culinária como ação terapêutica no CAPS?
ALTERNATIVAS
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A oficina deve ocorrer apenas após avaliação neuropsicológica que comprove a indicação da atividade.
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A proposta da terapeuta é recreativa e não deve substituir intervenções baseadas em protocolos clínicos cognitivos.
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A oficina é válida como atividade lúdica, mas precisa ser supervisionada por um psicólogo para ter efeito terapêutico real.
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A atividade é educativa, mas precisa ser adaptada para atender usuários com transtornos mentais severos, excluindo casos leves.
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O grupo de culinária promove integração social, organização de rotinas e engajamento ocupacional, contribuindo para a reabilitação psicossocial.