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ATIVIDADE 2 - TOC - TERAPIA OCUPACIONAL INFANTO-JUVENIL - 53_2025

 


ATIVIDADE 2 - TOC - TERAPIA OCUPACIONAL INFANTO-JUVENIL - 53_2025

1a QUESTÃO

A avaliação em Terapia Ocupacional vai além da simples identificação de déficits. Trata-se de um processo que busca compreender o sujeito em sua totalidade, considerando as dimensões físicas, emocionais, sociais e ambientais que influenciam seu desempenho ocupacional. Na infância, a avaliação deve ser lúdica, contextualizada e colaborativa, respeitando o ritmo e a singularidade da criança.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando os princípios de avaliação terapêutica, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • O uso exclusivo de instrumentos padronizados é suficiente para compreender o desempenho ocupacional da criança.
  • A avaliação deve ocorrer apenas no início do processo terapêutico, não sendo necessário reavaliar ao longo do tempo.
  • A avaliação terapêutica ocupacional deve focar apenas nas dificuldades motoras da criança, pois são as mais objetivas de mensurar.
  • O terapeuta ocupacional não deve considerar a opinião da criança durante a avaliação, já que ela pode não saber expressar suas reais dificuldades.
  • A avaliação ocupacional é um processo contínuo, que considera as demandas da criança, seus contextos e as mudanças ao longo do acompanhamento terapêutico.

2a QUESTÃO

Sofia é uma menina de 10 anos, diagnosticada desde o nascimento com paralisia cerebral do tipo espástica, que compromete predominantemente os membros inferiores, caracterizando uma diparesia espástica. Essa condição neurológica afeta seu controle postural, tônus muscular e coordenação motora, resultando em dificuldades significativas na mobilidade, no equilíbrio e na realização de atividades que exigem maior destreza. Além disso, Sofia apresenta sobrepeso, o que pode agravar ainda mais suas limitações físicas e impactar sua autonomia funcional no cotidiano. Apesar dos desafios impostos por sua condição, Sofia demonstra ser uma criança ativa, curiosa e bastante interessada em participar das atividades junto aos seus colegas. Ela gosta de interagir com outras crianças, tem boa comunicação e apresenta motivações pessoais que precisam ser consideradas no planejamento das intervenções. Seu interesse em cultura pop, especialmente a coreana, é uma de suas fontes de prazer e pode ser um importante recurso terapêutico para engajá-la em atividades significativas.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando os princípios que norteiam a Terapia Ocupacional no contexto das disfunções físicas e o que apresenta a conduta mais adequada e coerente com a abordagem centrada na pessoa, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • Priorizar apenas as limitações físicas de Sofia, uma vez que a funcionalidade depende exclusivamente de suas capacidades motoras.
  • Prescrever um protocolo padronizado de exercícios motores e aplicar o mesmo plano terapêutico utilizado com outras crianças com paralisia cerebral.
  • Conduzir a intervenção ocupacional baseada unicamente nas diretrizes da escola, já que o desempenho escolar é o foco prioritário do atendimento infantojuvenil.
  • Solicitar exames clínicos e neurológicos, antes de iniciar qualquer intervenção, uma vez que a Terapia Ocupacional depende exclusivamente desses laudos para atuar.
  • Compreender o impacto das disfunções sobre a funcionalidade de Sofia, considerando seus interesses, fatores contextuais e pessoais para elaborar um plano terapêutico individualizado.

3a QUESTÃO

O conceito de disfunção física, segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), está relacionado à presença de alterações em estruturas anatômicas ou funções fisiológicas do corpo, incluindo aspectos, como força muscular, mobilidade articular, coordenação motora e controle postural. Essas alterações podem ser decorrentes de condições de saúde, congênitas ou adquiridas, e têm o potencial de impactar negativamente o desempenho das atividades do cotidiano e a participação social do indivíduo nos diferentes contextos de vida, como a escola, o trabalho, a comunidade e o lar. Contudo é importante destacar que a simples presença de uma disfunção física não implica, de forma determinística, em limitação funcional.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando os conceitos de disfunção física, deficiência e funcionalidade, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • A disfunção física e a deficiência são sinônimos e, portanto, sempre se apresentam simultaneamente.
  • A deficiência, segundo a CIF, refere-se exclusivamente à presença de doenças crônicas que demandam cuidado contínuo.
  • A presença de uma disfunção física sempre gera incapacidade, restringindo, de forma absoluta, a participação social do indivíduo.
  • A Terapia Ocupacional atua apenas quando há comprovação clínica de deficiência física, não intervindo em casos de disfunções leves.
  • A funcionalidade depende de uma interação entre condições de saúde, fatores contextuais e pessoais, sendo possível a presença de disfunção sem que haja deficiência.

4a QUESTÃO

Uma avaliação eficaz em Terapia Ocupacional no contexto infantojuvenil deve ir além da coleta técnica de dados e envolver, de forma sensível e respeitosa, a escuta ativa da criança e de sua família. Essa escuta qualificada é essencial para compreender as percepções, as experiências, os desejos, as histórias de vida e os modos de ser e viver que atravessam a trajetória do sujeito e de seus cuidadores. Reconhecer a criança como protagonista de seu próprio processo e valorizar o saber da família como legítimo contribui para uma prática mais ética, empática e centrada no sujeito.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando os fundamentos éticos e metodológicos da avaliação terapêutica ocupacional, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • A avaliação terapêutica deve seguir um modelo padronizado e único, independentemente da realidade social da criança.
  • A participação da família na avaliação deve ser evitada, para que não interfira nas observações técnicas do terapeuta.
  • Crianças pequenas não devem ser envolvidas no processo avaliativo, pois não têm maturidade para refletir sobre seu desempenho.
  • A coleta de informações com a escola é desnecessária, uma vez que o terapeuta pode avaliar o desempenho escolar apenas em ambiente clínico.
  • A escuta da criança e da família contribui para compreender os significados atribuídos às ocupações e orientar intervenções mais eficazes e contextualizadas.

5a QUESTÃO

No ambiente educacional, o terapeuta ocupacional atua em parceria com a equipe pedagógica, estudantes e familiares, promovendo estratégias que viabilizem a inclusão e o pleno desenvolvimento das ocupações relacionadas ao aprender, brincar e conviver. Seu foco está na remoção de barreiras atitudinais, arquitetônicas e comunicacionais que comprometam a participação escolar.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando a atuação da Terapia Ocupacional na educação, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • A atuação terapêutica escolar tem como principal objetivo substituir os professores em atividades especializadas.
  • A prática ocupacional em contextos escolares deve ocorrer apenas após avaliação e encaminhamento médico formal.
  • O foco da Terapia Ocupacional na educação deve ser exclusivamente a reabilitação da criança, sem interferência no ambiente escolar.
  • A Terapia Ocupacional escolar atua apenas com crianças com deficiência física, promovendo exercícios de fortalecimento muscular no ambiente da sala de aula.
  • O terapeuta ocupacional pode colaborar na construção de práticas pedagógicas acessíveis, apoiando professores na criação de estratégias que favoreçam a participação de todos os alunos.

6a QUESTÃO

A Terapia Ocupacional contemporânea tem se consolidado a partir de abordagens centradas no sujeito, reconhecendo que cada indivíduo é singular em sua história, valores, cultura, cotidiano e modos de viver. Nesse modelo de atenção, as escolhas, os interesses e as necessidades da pessoa são elementos fundamentais que orientam todo o processo terapêutico, desde a avaliação até a definição de objetivos e estratégias de intervenção. Trata-se de uma prática ética, dialógica e participativa, que busca respeitar e potencializar a autonomia do sujeito em sua relação com o mundo.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando as abordagens centradas na ocupação e no sujeito, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • O engajamento ocupacional é um conceito secundário e não interfere diretamente nos resultados terapêuticos.

  • A escolha das atividades terapêuticas deve seguir critérios técnicos padronizados, independentemente da vontade do sujeito.

  • Atividades significativas são aquelas propostas exclusivamente pelo terapeuta, com base em protocolos científicos validados.

  • A abordagem centrada na ocupação valoriza apenas a performance motora, desconsiderando os fatores emocionais e sociais.

  • A centralidade do sujeito no processo terapêutico implica considerar suas experiências, preferências e o significado atribuído às ocupações.


7a QUESTÃO

A atuação da Terapia Ocupacional na esfera social tem como foco principal a promoção da participação cidadã, da autonomia e da inclusão de indivíduos e grupos em situação de vulnerabilidade social, econômica ou política. Nesse campo, o terapeuta ocupacional atua não apenas na dimensão clínica ou reabilitadora, mas principalmente como agente social e político, comprometido com a defesa de direitos e com a transformação das realidades que limitam o acesso das pessoas a condições dignas de vida e de participação social.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando a atuação do terapeuta ocupacional no campo social, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • O campo social limita-se à atuação em instituições de longa permanência e asilos.

  • O trabalho do terapeuta ocupacional restringe-se à dimensão clínica e não contempla ações coletivas ou comunitárias.

  • O terapeuta ocupacional atua de forma isolada, sem necessidade de articulação com outras políticas públicas e equipamentos sociais.

  • A principal função da Terapia Ocupacional no campo social é prescrever equipamentos ortopédicos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

  • A intervenção ocupacional na esfera social deve considerar os determinantes sociais da saúde, promover o fortalecimento de vínculos e fomentar a participação ativa em redes sociais e comunitárias.


8a QUESTÃO

O desenvolvimento neurológico infantojuvenil é um processo dinâmico e complexo, que envolve a maturação do sistema nervoso central e periférico, influenciado por fatores genéticos, ambientais, sociais e afetivos. Esse desenvolvimento é fundamental para a aquisição progressiva de habilidades motoras, cognitivas, sensoriais, emocionais e sociais que sustentam o desempenho ocupacional de crianças e adolescentes em suas atividades diárias, como brincar, estudar, comunicar-se, cuidar de si mesmos e interagir com os outros. Durante esse processo, alterações neurológicas podem ocorrer e comprometer, de maneira significativa, a funcionalidade e a participação social desses indivíduos.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando a atuação do terapeuta ocupacional junto às disfunções neurológicas infantojuvenis, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • O foco da intervenção terapêutica ocupacional deve ser apenas na reabilitação física e na adaptação do ambiente escolar.

  • A presença de uma disfunção neurológica implica automaticamente em incapacidade total para as atividades da vida diária.

  • Todas as disfunções neurológicas infantojuvenis possuem prognóstico semelhante, exigindo planos terapêuticos padronizados.

  • A atuação do terapeuta ocupacional restringe-se ao aprimoramento motor, sendo as funções cognitivas e sensoriais de responsabilidade de outros profissionais da equipe.

  • A atuação da Terapia Ocupacional deve ser centrada na criança e considerar os impactos multidimensionais da disfunção neurológica sobre a funcionalidade e a participação.


9a QUESTÃO

A avaliação em Terapia Ocupacional é compreendida como um processo contínuo, dinâmico e centrado no sujeito, que tem como objetivo compreender, de forma ampla e contextualizada, o desempenho ocupacional da criança em suas atividades cotidianas. Esse processo não se limita a um momento isolado, mas se estende ao longo de todo o acompanhamento terapêutico, permitindo ajustes e reorientações conforme as necessidades, os avanços e as mudanças no contexto de vida da criança.
Fonte: THEOBALD, M. N. C. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando os pressupostos teóricos da avaliação ocupacional e a prática adequada ao processo avaliativo, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • Desconsiderar o relato da família, pois o foco da avaliação deve ser exclusivamente observacional e técnico.

  • Realizar a avaliação apenas no consultório, sem observar como a criança se organiza no ambiente familiar ou escolar.

  • Utilizar instrumentos comportamentais ou motoros sem considerar sua validade e confiabilidade para a população infantojuvenil.

  • Aplicar somente escalas de desenvolvimento motor, pois são mais objetivas e suficientes para compreender o desempenho funcional da criança.

  • Selecionar instrumentos validados, combinando avaliações padronizadas e observação contextual para construir um panorama holístico do desempenho ocupacional.


10a QUESTÃO

A atuação da Terapia Ocupacional no contexto das disfunções neurológicas infantojuvenis deve ser fundamentada na Prática Baseada em Evidências (PBE), uma abordagem que busca integrar de forma equilibrada três pilares fundamentais: a experiência clínica do profissional, os valores, necessidades e preferências da criança e de sua família, e os melhores achados disponíveis na literatura científica. Essa integração permite que as intervenções sejam mais eficazes, seguras e personalizadas, respeitando a singularidade de cada caso e promovendo um cuidado centrado no indivíduo.
Fonte: THEOBALD, Mariana Nicole Cassola. Terapia ocupacional infanto-juvenil. Florianópolis: Arqué, 2025.

Considerando os princípios da Prática Baseada em Evidências e na abordagem da Terapia Ocupacional, assinale a alternativa correta:

ALTERNATIVAS

  • O uso da PBE elimina a necessidade de análise crítica e julgamento clínico por parte do terapeuta ocupacional.

  • A atuação baseada em evidências limita-se à aplicação de escalas padronizadas, não exigindo análise do contexto social da criança.

  • A Prática Baseada em Evidências consiste apenas na aplicação direta de protocolos padronizados desenvolvidos a partir de estudos clínicos.

  • O terapeuta ocupacional pode desconsiderar as preferências da criança e da família, desde que baseie sua intervenção em artigos científicos atualizados.

  • A PBE orienta o terapeuta ocupacional a integrar evidências científicas com a escuta sensível da criança e de sua família, promovendo decisões clínicas compartilhadas.

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